Minha desgraça, não, não é ser poeta, Nem na terra de amor não ter um eco, E meu anjo de Deus, o meu planeta Tratar-me como trata-se um boneco... Não é andar de cotovelos rotos, Ter duro como pedra o travesseiro... Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido Cujo sol (quem me dera!) é o dinheiro... Minha desgraça, ó cândida donzela, O que faz que o meu peito assim blasfemo, É ter para escrever todo um poema, E não ter um vintém para uma vela. 04. “Nem na terra de amor não ter um eco”, de acordo com o verso, pode-se concluir que o eu lírico: