Resposta :
Resposta:
V,V,V.
Explicação:
Le Goff reflete sobre a história das mentalidades, mas sem abandonar os aspectos econômicos e sociais. (I) Mentalidades e representações podem ser repetições, e a coerência dos fatos históricos é a mistura de temporalidades e tensões existentes numa falta de linearidade e de múltiplas faces. (II) O lugar de construção das mentalidades é sempre no coletivo, e manifesta-se de maneira impessoal, pois uma pessoa carrega as mentalidades porque ela é uma construção coletiva. A mentalidade se constrói no social, e não é um indivíduo que a constrói.
Segundo Le Goff: (III) A história das mentalidades obriga o historiador a interessar-se mais de perto por alguns fenômenos essenciais de seu domínio: as heranças, das quais o estudo ensina a continuidade, as perdas, as rupturas (de onde, de quem, de quando vem esse hábito mental, essa expressão, esse gesto?); a tradição, isto é, as maneiras pelas quais se reproduzem as sociedades, as defasagens, produto do retardamento dos espíritos em se adaptarem às mudanças e da inegável rapidez com que evoluem os diferentes setores da história. Campo de análise privilegiado para a crítica das concepções lineares a serviço histórico. A inércia, força histórica capital, mais fato referente ao espírito do que à matéria, uma vez que esta evolui frequentemente mais rápido que o
primeiro. Os homens servem-se das máquinas que inventam, conservando as mentalidades anteriores a essas máquinas. Os automobilistas têm um vocabulário de cavaleiros; os operários das fábricas do Século XIX, a mentalidade de camponeses, seus pais e avós. A mentalidade é aquilo que muda mais lentamente. História das mentalidades, história da lentidão na história.